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domingo, 19 de setembro de 2010

A PEDRA E O HOMEM



Podemos comparar a pedra com o homem, fazendo assim uma alusão entre os dois, temos que ela, em seu estado bruto, acha-se disforme e longe da perfeição, precisando ser trabalhada. Do mesmo modo, este trabalho de lapidagem pode ocorrer com o ser humano. Qualquer bloco de pedra pode esconder uma bela escultura até mesmo um anjo, contudo, aquele que desejar ver, deverá extrair os excessos; as partes que a encobrem, libertando assim todo o cascalho excedente que impede a imagem de ser vista.

A evolução do homem passa pelo mesmo, por isso usa-se termos como: “És como o vinho do Porto” quanto mais velho melhor ou ainda como: O Diabo é Sábio porquê é muito velho”. Na realidade o que conta no trabalho do artista é a sabedoria adquirida através das experiências e vivências e è esta sabedoria que vai plasmar à imagem desejada na pedra.
Este conhecimento é usado de 2 formas, um com o sentido do domínio do material e o outro com o sentido espiritual. Esta forma alusiva de conhecimento sobre a referência “PEDRA”, já era usada pelos antigos. Muitos povos referenciam os ensinamentos baseados na palavra “PEDRA”, com um sentido figurado.

Por exemplo.
O nome “PEDRO”, quer dizer pedra, os doze trabalhos de “HÉRCULES”, um deles foi feito e faz referência a “GIBRALTAR” que é um rochedo e está associado ao sexo, e ainda há as “RUNAS” que são pedras mágicas que funcionam através de um “MANTRA” e ainda existe nos nossos dias diversos cultos que utilizam como forma de estudo e compreensão a referência “PEDRA”.
Existem milhares de histórias e crenças que mencionam "à pedra" como referência, por isso devemos lembrar que mesmo uma simples pedra, além do seu uso na construção civil têm sua importância na história do homem.

Quando vemos um artista escultor como “ARTUR BRANCO”, podemos imaginar através dele e da sua arte quê o resultado da sua criação é muito mais do que uma escultura bonita e esta escultura pode ser interpretada e valorizada de diversas maneiras dependendo de quem a vê.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Manuel Ferreira



Manuel Ferreira é um dos raros artistas que ainda vai resistindo, outrora o bunheiro era uma profissão. Hoje poucos artesãos exercem este ofício. É um trabalho duro e mal pago, só sobrevivem aqueles que realmente gostam da arte.

O profissional do bumho é uma raridade, se contarmos os existentes, não dá para encher uma mão de cinco dedos.

O que existe é quem faça fundos de cadeira em bunho e esteiras.

O bunheiro encontra-se quase sempre sentado num banco baixo, segurando o objecto em que trabalha entre as pernas, que se encontram abertas e esticadas para a frente. Ao lado direito coloca as pontas de bunho com que vai trabalhando. Ao esquerdo o "enchume" com que vai formando as "mãos-cheias".Do lado direito pode também ver-se um recipiente com água que serve para manter quer as pontas quer o enchume, borrifados. Serve ainda a água para manter as mãos molhadas, o que vai facilitar o trabalho do alisar do bunho.

Quem tiver interessado na arte de Manuel Ferreira pode encontra-lo aos sábados no Largo do Seminário em Santarém. Desde que não chova é presença certa.

Ver: O Bunho: